Robôs podem ser uma opção para ajudar os mais idosos
Cientista de Stanford investiga uma nova geração de robôs que podem ajudar a cuidar das pessoas nas suas casas à medida que envelhecem. Saiba mais sobre este projeto aqui!

Allison Okamura, para além de ser bolseira científica do Hoover's Technology Policy Accelerator, é também Professora de Engenharia Richard W. Weiland na Universidade de Stanford e está a trabalhar numa nova geração de robôs.
Estes robôs pretendem ajudar as pessoas nas suas casas à medida que envelhecem, ou seja, prestar cuidados domiciliários.
A procura destes robôs está a ser impulsionada por várias tendências sociais, incluindo o envelhecimento da população, a diminuição das taxas de natalidade, as políticas de imigração e os melhores cuidados médicos que aumentam a longevidade.
Para além disso os prestadores de cuidados, profissionais ou familiares, não são em número suficientes para cuidar das pessoas à medida que envelhecem.
Que tipo de cuidados poderão os robôs prestar?
Estes robôs poderão ajudar nas atividades de autocuidado, como ajudar alguém a cuidar da sua higiene pessoal.
De acordo com uma entrevista à StanfordReport, Allison inumera as mudanças tecnológicas que estão a ocorrer na robótica e que tornam possível prever um futuro com robôs prestadores de cuidados.
Allison Okamura
Primeiramente está a ocorrer uma alteração a nível de hardware. Muitos dos robôs utilizados atualmente são utilizados na indústria transformadora e tendem a ser pesados e rígidos para poderem mover os materiais exatamente da forma correta e fazê-lo muito rapidamente.
Para robôs que ajudam alguém a levantar-se da cama, é necessário um interface mais suave com o corpo humano.
Há ainda um campo crescente de "robótica macia" que está a ajudar os cientistas a compreender como utilizar novos materiais e estruturas físicas para criar robôs que sejam inerentemente seguros quando se trata de interagir com os seres humanos.
Os robôs macios utilizam materiais como tecido de malha e borracha que reduzem o risco de ferimentos nos seres humanos.
Para além do corpo do robô, há também mudanças a acontecer no cérebro do mesmo. A próxima geração de inteligência artificial poderá criar robôs mais capazes de reagir a cenários inesperados, o que é essencial em situações de prestação de cuidados.
Serão estas máquinas acessíveis a todos?
Antes de falar sobre as máquinas é importante realçar o quão dispendiosos são os cuidados de saúde quando são prestados por humanos.

Muitas famílias acabam por colocar os avós ou os pais em lares de idosos porque é mais económico do que contratar um prestador de cuidados individual.
É provável que o custo dos prestadores de cuidados humanos continue a aumentar, ao passo que o custo dos robots de assistência irá diminuir.
E a interação social?
As interações sociais são muito importantes para os seres humanos.
Durante a pandemia da COVID-19, verificou-se que as pessoas conseguiam interagir através de videochamadas, mas a falta de contacto pessoal era social e emocionalmente prejudicial.
Desta forma os cientistas debatem-se com uma questão: até que ponto as interações com as máquinas podem substituir as interações sociais com os seres humanos?
Levar um robô para casa pode suscitar muitas preocupações sobre como isso afetará as pessoas que estão a ser cuidadas.
Todavia se quisermos que uma pessoa permaneça em casa à medida que envelhece, isso também pode torná-la solitária. Se um robô puder dar-lhes poder e autonomia, isso pode ser benéfico para a sua saúde mental.
A pessoa pode ter uma sensação de abandono, mas, por outro lado, pode ter uma sensação de independência.