Quais são os 8 fenómenos naturais que podem originar tsunamis catastróficos?
Os tsunamis são ondas gigantes formadas após eventos como sismos e erupções vulcânicas no mar. Estas ondas apresentam um poder de destruição muito grande, a partir do momento em que atingem a costa.
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Comummente, associamos os tsunamis a sismos que ocorrem no fundo do mar, como o exemplo que ocorreu no Oceano Índico, em 2004, aquando um sismo, ou maremoto, originado pelo movimento de subducção das placas tectónicas, deu origem às ondas que vieram a afetar uma série de países costeiros, resultando em milhares de vítimas.
Porém, os sismos não são a única causa dos tsunamis. As erupções vulcânicas que ocorrem no mar, e não só, e os deslizamentos de terra e subaquáticos também estão interligados a estes eventos.
O que é um tsunami e como é que tem tanto impacto?
Os tsunamis formam-se em alto mar e, à medida que viajam à velocidade de um avião a jato, tornam-se maiores. Enquanto viajam no oceano profundo têm apenas alguns centímetros e não são sentidos a bordo dos navios. Contudo, próximas à costa, estas ondas gigantes desaceleram e ganham altura, quebrando violentamente quando atingem a praia ou a estrutura urbana. Desta forma, os tsunamis são fenómenos com poder de destruição muito grande, como já temos visto.
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Estes eventos ocorrem com mais frequência no Oceano Pacífico, onde, segundo a NOAA (National Ocean and Atmospheric Administration), podem dar-se cerca de uma vez por década. A distribuição global destes eventos é de 70% no Oceano Pacífico, 15% no Mar Mediterrâneo, 9% no Mar das Caraíbas e no Oceano Atlântico e 6% no Oceano Índico. Existem, ainda, mais de 27 mil locais de afloramento onde foram observados efeitos de tsunamis.
Para além dos sismos, as erupções vulcânicas podem causar tsunamis de 8 formas diferentes
A ocorrência de erupções vulcâncias junto ao mar ou até mesmo no mar, pode dar origem a um tsunami de diversas formas.
O termo tsunami vulcânico refere-se a um tsunami originado pelos processos eruptivos, pela rápida deformação do solo ou pela instabilidade do flanco de um vulcão. De acordo com esta definição, os tsunamis vulcânicos representam cerca de 6% dos tsunamis conhecidos que ocorreram nos últimos quatro séculos, segundo dados da NOAA.
Através da análise de eventos históricos e de estudos teóricos e práticos sobre a geração de tsunamis, foram categorizados diferentes tipos de tsunamis vulcânicos com base no seu mecanismo específico de formação.
En realidad, hay muchos eventos que pueden generar tsunamis, os lo resumimos con esta infografíahttps://t.co/HZxagyqLWj pic.twitter.com/IdViBoAm4t
— IGEO (CSIC-UCM) (@IGeociencias) November 4, 2024
Estes mecanismos de formação são:
- os deslizamentos de terras sub-aéreos;
- os deslizamentos de terras submarinos;
- as correntes de densidade piroclástica que fluem para uma massa de água;
- o colapso de uma caldeira;
- a erupção submarina;
- o colapso da coluna de um vulcão submarino;
- o forçamento atmosférico de uma erupção explosiva (ondas do tipo compressão, conhecidas como ondas acústico-gravitacionais, formam-se e irradiam à velocidade do som, transportando informação sobre a origem do evento, nomeadamente a sua magnitude e localização);
- os sismos vulcano-tectónicos (por exemplo, falhas de impulso ou de alçapão).
Em muitos casos, o tsunami vulcânico pode ser gerado por vários mecanismos diferentes no decurso de uma erupção.
Referência da notícia:
Schindelé, F., Kong, L., Lane, E.M. et al. A Review of Tsunamis Generated by Volcanoes (TGV) Source Mechanism, Modelling, Monitoring and Warning Systems. Pure and Applied Geophysics (2024)