Como é o enxame de buracos negros descoberto pelo Hubble?

O telescópio espacial Hubble está a chegar ao seu fim: o recém-lançado James Webb será o seu substituto. Mas não poderão cair no esquecimento todas as descobertas feitas com ele. Conheça aqui um dos mais impressionantes deste ano.

No início deste ano, o telescópio espacial Hubble, enquanto explorava o aglomerado globular NGC 6397, um dos "mais próximos" da Terra, captou imagens de algo surpreendente. No seu núcleo estavam concentrados vários pequenos buracos negros.

Chama-se "aglomerado globular" a um conjunto de estrelas simétricas e compactas que orbitam em redor de halos estelares que circundam a maioria das galáxias espirais.

Astrónomos do Instituto de Astrofísica de Paris divulgaram os resultados a 11 de fevereiro na revista Astronomy and Astrophysics. A sua exploração concentrou-se em encontrar um buraco negro de tamanho médio, uma vez que é comum encontrar um destes no núcleo dos aglomerados globulares, mas o inesperado aconteceu. Encontraram um ninho de buracos bebés, pelo menos cinco dúzias.

Hubble fez história, agora cabe a James Webb

Os dados do Hubble permitiram tudo, desde a formação de um mosaico de mil milhões de píxeis da nebulosa de Orion, que oferece uma visão sem precedentes, até à captura de imagens com detalhes nunca antes vistos da formação de estrelas.

No sábado (25 de dezembro) foi lançado o James Webb: o maior telescópio espacial da histório foi posto em órbita. A sua missão será observar com maior profundidade o Espaço do que o Hubble, que irá substituir.

Os telescópios espaciais permitem explorar o passado. Agora, com o Webb, poderá obter-se informação sobre a origem das primeiras galáxias.

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